Paro e olho pra vida. Pergunto-me: onde estás? A vida responde-me com o som do vento que ecoa pelo universo. Com as ondas que se quebram na praia. Com a zoada dos galhos das árvores que balançam. E pergunto novamente à vida: estás somente aí? E ela responde-me com o canto dos pássaros. Com a velocidade que corre o leão. Com a intensidade que se voa uma gaivota. Com a eternidade entre o firmamento e o chão. E persistente, indaguei: mostra-me vida, onde estás?! E ela respondeu-me com o brilho das estrelas. Com os raios do sol. Com a grandiosidade dos planetas. Com a delicadeza que se nada um peixe. Com a beleza que a borboleta esbanje ao bater suas asas. E a vida me surpreendeu e foi além: Respondeu onde estava com a perfeição que salta um golfinho. Com o brilho que a lua dissipe na madrugada. Com o encanto que acontece um eclipse. Com a meiguice das rosas. Com a calmaria das brisas no verão e a ferocidade dos vendavais no inverno. A vida respondeu-me onde estava com o verde das folhas. Com as montanhas e areias do deserto. Com a doçura de um beija-flor ao tomar o néctar das flores. Com o doce das águas de um rio. Com a leveza da água do mar. Com a água que brota do chão. A vida respondeu-me onde estava com as coisas mais lindas que existem na natureza. E perguntei só mais uma vez: E onde mais tu estás, vida?! E tudo virou silêncio. E ela me respondeu da forma mais impressionante possível: com as batidas do meu coração.
Criado em 7 de dezembro de 2010.

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