segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Sonhos no papel
Pus meus sonhos num papel, guardei comigo e junto com ele fui pro navio que estava de partida para longe navegar. Ia seguindo rumo em direção ao mar. Já no meio do caminho alguém mal apareceu, disse que eu voltasse, pois o comandante se perdeu. Acreditando na palavra, logo desembarquei, segurando o papel, tentando me resgatar nadando quase me afoguei. Chegando a terra firme eu parei para pensar, que aquelas palavras foram ditas para me assombrar. Chorei a noite inteira quando me dei conta que dos meus sonhos desisti, pois tive medo de seguir em frente e não me deixei reagir. Outro dia, corajosa, outra vez eu fui tentar. Chegando ao aeroporto, fui a primeira a embarcar. Escrevi mais uma vez aqueles sonhos naufragados, dessa vez estavam mais firmes e muito bem guardados. Subi no avião e ele logo decolou; voando cada vez mais alto ele nunca mais parou. Já no meio do caminho o mesmo alguém apareceu, dizendo que o avião cairia e desde aquele momento o meu sonho já morreu. Já madura e bem esperta, para ele eu olhei, dizendo com segurança: “Não adianta, agora já me arrisquei”. Insistindo em minha derrota, ele voltou a persistir, dizendo a mesma coisa para que eu não pudesse resistir. Pensei comigo mesma, que meus sonhos são tão grandes e que já naquela altura eu não podia abandonar. Continuei a ter fé e a cada vez mais acreditar, fé naquilo que eu sonhava não deixando a esperança desabar. Parei pra pensar direito, e pra vida eu olhei, vendo que muitos dos sonhos já tinham sido feitos, que muitas coisas realizei. Se eu tivesse acreditado naquelas palavras, estaria me machucando outra vez. E hoje vôo bem tranqüila, com a confiança que tenho em Deus. Nada mais me derruba, muito menos tira a felicidade que Ele me deu.
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