quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

As quatro estações





Muitas vezes ela era outono. 
Assim como nessa estação as folhas secas - que já não servem - caem das árvores, ela fazia da sua alma algo assim: 
deixava ir embora tudo aquilo que já não lhe servia mais e estava seco de amor.

Após essa limpeza de espírito, se fazia inverno:
 silenciosa, calma, quieta, chorona - chuvosa. Incerta.
 Às vezes trovejava,
 por não saber como recomeçar. 
Outras, relampejava, deixando sua luz brilhar. 
Apenas tentava buscar em seu coração inquietante um novo jeito - e mais certo - de caminhar.

Depois de descobrir como traçar seus caminhos,
 e de ter transformado-se em alguém ainda melhor,
 se fez primavera:
 passou a colorir os dias com as cores mais bonitas presentes na vida.
Tudo tecido de uma forma mais bonita.
Fosse com cores de violeta, copo-de-leite ou margarida.

E assim, renovada e mais leve a cada nova estação,
feliz da vida, de bem com o coração,
saboreando os dias com mais calor e emoção,
forte, madura e mais segura: se fez verão.

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