Ainda que com o coração, algumas vezes, partido, sempre preferi mergulhar nos meus devaneios – de corpo e alma – sem titubear. É que na verdade, embora muitas vezes o amor fira e machuque, eu prefiro me apaixonar a viver na calmaria de um coração que não espera ninguém pra quase saltar pela boca quando vê. Acontece que eu opto por me aventurar num sentimento ainda em descoberta, do que descrer nessas coisas tão bonitas – e misteriosas – que a vida traz.
Sou uma audaciosa. Boba, não. E me sinto feliz de acreditar no amor, na paixão, nessas coisas que o coração faz a gente sentir. Sou intensa – embora muitos julguem como “boba”. Não me importa. Até o momento, sou ainda a moça romântica, que espera o príncipe – mesmo que ele seja meio sapo, vindo num cavalo branco ou num burrinho de interior, mas que me entregue seu coração e se faça merecedor do meu. Creio, destemidamente, num amor que dure a vida toda e na felicidade que é se ter alguém ao seu lado até que a eternidade não os separe. Contrario muitas moças de hoje em dia: que optam pela frieza e descrença no que falam, e dizem, por medo de sofrer – vá entender o motivo – ou coisa assim. Faço-me oposta à muitas moças que preferem seguir “solteiras e felizes” ou num relacionamento não-sério, a acreditar que essa coisa de amor pra vida toda existe.
Só para esclarecer algum possível comentário efetuado na mente de quem, aqui, lê: há uma tênue diferença entre ser intensa e boba. Porque ainda que eu prefira crer no amor, nas pessoas, nas boas intenções que estão infiltradas em tudo aquilo que é bondoso e verdadeiro, sei – e muito bem – distinguir quem é sincero, e quem não. Defendo o conceito de que quem mais se ilude, é quem ainda não aprendeu a observar a boa-fé até mesmo nas palavras. Não sou o tipo de ser humano que acredita na primeira frase bonita que aparece. Acontece que eu sinto a verdade das pessoas. Sinto quem elas são. Minhas possíveis decepções costumam vir quando não dá certo ou coisa assim. Mas, lhe afirmo: graças a Deus nunca tive o coração alfinetado por causa de um caráter que pensei ser, e não fosse.
E então, bem sigo: feliz. Com o coração leve e tranqüilo. Fazendo-me pensar e, sobretudo, sentir. Não tenho medo de me encontrar com o amor. Quando ele chegar até minha vida, que seja bem vindo. E me traga só o que me fará bem. O que me fará crescer. Sem hesitar e dar um passo atrás, prefiro seguir: sentindo muito, amando muito, sonhando muito. Não... Preocupa-se não. Eu não tenho medo da intensidade. Nem das coisas que o amor traz – e faz. Que meu coração se farte dessa delícia que é esperar alguém, e esse alguém chegar. Aguardo!

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