Ao queridíssimo que, de malas prontas,
já começa a dizer adeus a pouco mais de sete bilhões de pessoas que neste mundo
vivem, minha gratidão mais sincera a ele, ano de dois mil e treze que, em
pouquíssimas horas, será mais um passado em nossas vidas.
Entre
os altos e baixos de cada dia, é em época de fim de ano que o sentimentalismo
até do mais bruto coração resolve florescer e permitir que alguma perspectiva
sobre os trezentos e sessenta e poucos dias que se passaram seja feita. Eu, pelo
menos, tenho dessas manias.
Em
meio aos erros que cometi, tirei lições preciosas de cada um: manter meus
princípios, sobretudo quando determinadas situações tentarem me fazer deixá-los
de lado. Ser sempre eu e manter minha honestidade viva, principalmente nesse
mundo em que tantas faces se mascaram. Reconheço que, quando algumas feridas
resolveram arder em mim, deixei de lado a alegria que me é marca de lado e
adotei um olhar entristecido, mas agora, mais do que nunca, eu sei: não vale a
pena. É preciso oferecer o que a gente tem de bom e melhor a cada minuto.
Manifestar sempre nosso lado mais bonito, porque ninguém merece receber de nós
as feridas que nos debulham a alma.
Descobri
que a vida é tão mais rica do que a gente pensa e bem mais bonita do que nossos
olhos alcançam enxergar. Que o céu às seis e pouco da manhã é de um azul
maravilhoso e ver o sol nascer desperta aconchego na alma. Mas que se chover, a
beleza não é menor: porque cada dia tem seu toque especial de magia e o
universo é lindo por simplesmente ter sido colorido pelas mãos de Deus. Senti
que de todas as forças que somos capazes de abrigar, o amor é delas a mais
forte. E amplie seus horizontes, meu caro leitor: o amor é para ser, não para
ter. Mesmo um simples sorriso que se abre a um estranho na rua deve ser, sim,
todo preenchido por esse sentimento tão deslumbrante e mais valioso que
qualquer pedra preciosa. É ele que, em sua plenitude, acorda todas as outras
boas coisas que, um dia, adormeceram dentro de nós.
Sobre
os pequenos sofrimentos que, vez por outra, resolve nos aparecer e persistir
até que a angústia transborde, é desde então que jogo fora: de hoje em diante,
apenas as bagagens que minh’alma conseguir carregar. Sim, eu sei. Ninguém
escolhe o que lhe vai cruzar os caminhos, mas cada um é capaz de discernir o
merece ou não tanta importância. Depois de balancear certos fatos, a gente
acaba por aprender. E a caminhada se torna mais fácil.
Para
o ano que vem, desejo – para mim e você – que o encanto seja constante. Que a
felicidade seja todos os dias. E que os momentos tristes sejam superados:
porque apesar das quedas, somos muito mais forte do que imaginamos para ter
capacidade suficiente de se levantar sempre. Desejo que o amor chegue a cada
coração e visite cada casa. Cada família. Almejo todos os melhores sentimentos
do mundo e que a gente seja maduro o bastante para compreender que julgar as
pessoas não faz de nós um ser humano melhor. Sejam feitas as pazes e
consentidos todos os perdões necessários.
Seja
doce. Consigo mesmo e com quem lhe circunda. Reanime sua fé sempre que preciso.
Cuide de você. Busque ser mais tolerante com as outras pessoas. Também não
desanime. Se plantou um sonho para sua vida, é hora de fazê-lo crescer e
frutificar. Não permita que os medos assombrem as esperanças que de já começam
a brotar no seu coração: é fundamental lembrar que somos brilho e já não há
treva que tenha poder sobre nós. Alimente boas energias e faça com que elas
contagiem o restante do mundo. Abrace apertado. Dê beijo bem dado. Aperto de
mão de amigo – não de negócio fechado.
Comece
a pensar de agora que as dificuldades serão inevitáveis de aparecer. Mas pense
nisso como razão para não se abater com elas, e não de amargar sua vida. E por
falar em amargura... Se ela aparecer, agite seu dia, sacuda a poeira: o açúcar
está no fundo do copo, o fim do poço é o melhor lugar para que se tome impulso
e é no final do túnel que a gente enxerga a luz. Reze e faça preces: Deus
escuta.
E
aqui me despeço. Do ano, do texto e de você que aqui me lê – por ora. Peço que seja, a partir de agora, um alguém requintado de coragem e sem medo de pintar as próximas páginas do calendário, por mais cinza que esteja o momento. Que a Luz
de Cristo resplandeça durante os trezentos e sessenta e cinco ou trezentos e
sessenta e seis dias que logo mais virão nos dar o ar da graça. Encontre, na
vontade de ser feliz, uma razão para ir em busca de sua felicidade e seja o sol
que encanta a vida de muita gente que, por aí a fora, precisa apenas de um raio
de luz.

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