segunda-feira, 11 de abril de 2011

Não se aprende


Um dia você vai aprender que não se aprende a amar. Ninguém nunca vai saber como lidar com o amor. Porque um dia ele será luz e outro será metade trevas, escuridão. Você vai sofrer, você vai sorrir, você vai se satisfazer com coisas absurdamente simples e não vai conseguir entender porque. Amor é mistério. É livro com sete chaves, a qual a sétima chave jamais será encontrada: é aquela parte em que você mesmo que ama não consegue entender. Amor é lindo - e não merece levar culpa no cartório se partir seu coração. Amar é descobrir um novo mundo, outro universo. É conseguir voar embora não possua asas. É renascer em outra pessoa.
Amor é música, é poesia. O amor é o sol. É o sorriso tímido e quase sem sentido. É a disparada que o coração dá só de vê-lo. Amor é a mão gelada. É a voz que gagueja. É a agonia para ver aquela criatura que meche com seu estômago. Amor nunca vai ser aprendido: apenas sentido. Amor é sentimento, e não matéria. Nunca vai existir um livro que fale dele com precisão. Amor, amor, amor... Que quimera é essa que causas no humano? Tá aí: uma resposta indecifrável.
Amor é concreto. É rocha firme. Amor é como um oceano: imenso, profundo, não se sabe onde começa nem onde termina; e embora esteja frio lá fora ele por dentro estará quente, aquecido. É lareira que não se apaga com a chuva. Se oculta, sim, às vezes. Mas sempre aparece. Amor é um beijo. É um abraço. São as mãos que se seguram e sentem a necessidade de jamais se soltarem. Amor é magia. É a vontade de estar junto. É o pensamento fixo. Amor são os olhos que aderem brilho ainda mais bonito que o das estrelas. É a pele que cora.
Amar é difícil. Ainda que exista a persistência do “aprendi a amar”, não adianta. Não se aprende a amar! Por mais que você creia que já sabe de tudo ou tenha uma experiente trajetória amorosa, ainda não vai saber de nada - ou pelo menos ainda faltará muito que aprender. Muito mesmo.

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