terça-feira, 28 de junho de 2011

Do que não passa




Então vem, vamos fazer assim: enquanto não podemos, ainda, nos ver pessoalmente, continuaremos a nos encontrar com o coração. Com os pensamentos. Com as lembranças que tanto nos fazem sorrir, mesmo que não mate a vontade de tá junto e não faça parar de doer. Ah é, doer. Que coisa mais chata ter que lembrar isso. O coração dói, não é? O amor dói. É muito ruim ter que ficar longe. Mesmo assim, não morre. Nem se vai. Fica aqui dentro do coração da gente, mesmo que de vez em sempre a gente sinta uma flecha infiltrando no peito. Saudade é uma coisa que tortura e só quem ama sabe disso. Entende isso. Compreende. Quem não, acha que é bobagem, frescurinha. “Vai passar”. Claro que não vai. Não vai passar enquanto não for a vez do amor matar a saudade, e não da saudade maltratar o amor. Não digo matar o amor porque tenho descoberto que saudade não mata amores verdadeiros. Nada mata. Nada faz evaporar, sumir, deixar de sentir. Será que ninguém sabe? Pelo menos, respeita, quem não quiser entender. Ou rir. Ou achar desnecessário. Daí então, como nada pode ser feito, sigo apenas em frente, pensando em você. Vou sorrir, sim, é claro. Mas não nego que depois vem aquela sensação terrível de que estão te rasgando por dentro, depois vou derramar algumas lágrimas, esperar o aperto no coração aliviar - porque não passa enquanto o amor não matar a saudade, repito; e pedir pra que Deus cuide da gente, dos nossos corações, amenize a dor que nos angustia e nos traga o único remédio capaz de curar: nós mesmos.

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